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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Maio de 2014

Dr. Bezerra de Menezes 

Revista Espírita Dr. Bezerra de Menezes


Nosso objetivo é a divulgação e geração de debates sobre a Doutrina Espírita.

 

 

 

 

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Revista Espírita Dr. Bezerra de Menezes

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As matérias postadas e inseridas mensalmente na revista serão resultado das colaborações de leitores que desejarem contribuir, bem como de matérias resultantes de trabalho interno. Aos que desejarem participar deste movimento de divulgação, solicitamos o envio de suas colaborações para:  rebezerrademenezes@gmail.com

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Maio – Revista Espírita Dr. Bezerra de Menezes

Abril - Revista Espírita Dr. Bezerra de Menezes 

 

 

 

 
 

No intuito de favorecer condições para impressão e download de matérias, bem como oferecer mais uma ferramenta de tradução. Convidamos a todos conhecerem nosso novo modelo de postagem de matérias. Confiram em boa leitura!

 

 

 

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Se a Mediunidade Falasse I - Formato PDF A4
Se a Mediunidade Falasse I - Formato ePub
Se a Mediunidade Falasse I – Formato MOBI
Se a Mediunidade Falasse II – Formato PDF A4 
Se a Mediunidade Falasse II – Formato ePub 
Se a Mediunidade Falasse II – Formato MOBI 
       
Reflexões Educacionais I - Formato PDF A4 

Reflexões Educacionais I - Formato ePub

Reflexões Educacionais I - Formato MOBI 

 

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Ser espírita

 

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A vida de um verdadeiro espírita não é diferente da de qualquer outro cidadão terrestre, não tendo nós o direito de falar qualquer coisa ao contrário.

 

Não devemos deixar de ser alegres e entusiastas. Não aqui referindo a sermos daqueles das gargalhadas altas e feições de risos constantes e claramente forçados, que é própria das pessoas que assim agindo acabam se tornando o centro das atenções daqueles que estão ao seu redor.  Afinal, tudo isto pode demonstrar qualquer coisa, menos felicidade verdadeira.

 

Acordamos sabendo que estamos retornando ao corpo físico para darmos cumprimento, prosseguimento as nossas atividades cotidianas, mas, acima de tudo, para darmos continuidade ao processo evolutivo nosso como espíritos imortais. Conscientes de que o nosso corpo e tudo que nos rodeia, materialmente falando, está a nossa disposição como ferramentas para o nosso progresso. E findo a jornada, entregaremos a terra o que é da terra, retornando a nossa verdadeira pátria com a somatória de nossos acertos e débitos novos contraídos.  Mas isto não nos faz diferentes, apenas nos faz conscientes de nossas responsabilidades. E se verdadeiramente praticamos em nossas vidas os ensinamentos da Doutrina Espírita somos, pelo mundo, reconhecidos como bons cidadãos.

 

Certamente nem todas as nossas atitudes serão analisadas por nossos amigos de jornada terrestre como normais. Afinal, se como homens não nos disponibilizamos a efetuar o que a sociedade mundial acredita ser o habitual nos procedimentos do sexo masculino. Seja no tratamento, verdadeiro, com o sexo oposto. Em não se permitindo liberdades que em verdade nada mais é do que libertinagem. Perante os seus compromissos com a sociedade, representada pelo governo transitório, mas respeitável. Não se permitindo efetuar artimanhas para pagar menos impostos.

 

É claro que em lendo estas poucas linhas acabadas de serem escritas, muitos, ao menos mentalmente já estarão a quem assim procede chamando-o de bobo ou idiota. Mas isto não importa, pois a não ser em círculos reservados, estes comentários acontecem somente se estiverem seguros de que não há mais pessoas capazes de ouvi-los. Muito menos a justiça de seu país. Pois sabem que a nossa hipócrita sociedade mundial apesar de intimamente aplaudirem ações tidas como normais, perante um público maior não é capaz de dizer o que pensa, mas, sim, o que convém. Mesmo que o que diga seja muito distante de sua prática.

 

Se mulher, além do acima exposto para o sexo masculino tem também a noção de que Deus a si conferiu uma responsabilidade ainda maior, que é ser o sustentáculo da família que formar.

 

Este não é um pensamento espartano, onde a mulher era um bibelô. Longe disto! Estamos no Séc. XXI, onde ao menos em boa parte significativa da Terra o reconhecimento da total igualdade dos sexos está presente. E tendência natural é o reconhecimento desta verdade, em todos os cantos do planeta. Igualmente não compartilhamos com a ideia um pouco mais próxima de nossos dias atuais, de que os insucessos ocorridos dentro de uma família são de responsabilidade exclusiva da esposa, da mãe. Também não somos cúmplices do pensamento equivocado de que ao homem são dados vários direitos, sem os deveres de compartilhar e lutar ao lado da companheira, para o sucesso familiar. Mas reconhecemos que ao sexo feminino além das igualdades em direitos e em deveres com o homem, tem uma função maior na sociedade e em família, que lhe é mais própria. Como dissemos a de ser o sustentáculo maior, apesar de nem sempre visível, da família. E, portanto, acaba tendo perante a sociedade uma função que apesar para muitos não reconhecida, mas a de ser a responsável maior pelas mudanças comportamentais que humanidade necessita sofrer. Somente estas mudanças ocorrerão se através da ação dos casais, mas especialmente da mãe, homens e mulheres tiverem dês de cedo uma educação diferenciada da habitual, infelizmente, ainda no planeta. Esta responsabilidade é comum aos casais, mas, na ausência do auxílio de um dos sexos formadores. Mais facilmente a educação, a formação correta ocorrerá se não for a mulher que falte aos seus compromissos. Geralmente quando é o companheiro que falta aos seus compromissos paternais e conjugais, a mulher sabe sozinha dar conta do recado. O que não é tão comum ocorrer quando é a companheira que não consegue ou não sabe bem cumprir os seus deveres familiares. Geralmente, há exceções, o homem não consegue suprir a ausência da esposa, da mãe.

 

O verdadeiro espírita, independente do sexo, vê aos seus amigos, conhecidos, familiares, subordinados e superiores, acima de tudo, como irmãos provisoriamente em jornada terrestre, assim como ele próprio. Não se permitindo causar danos de qualquer ordem para qualquer pessoa. Mesmo que a oportunidade apareça e seja tentadora.

 

Em fim, o verdadeiro espírita não alardeia ser diferente. Somente, em pautando a sua vida com dignidade, sem alarde, se iguala a tantos outros doutras religiões ou que não pertençam a nenhuma, mas que procuram agir de forma honesta primeiramente para com as suas consciências, depois para com todos que estão ao seu redor. Com a única diferença que se agimos de forma correta não estamos mais do que fazendo o nosso simples dever.

"A quem mais é dado mais será pedido".

 

Equipe da Revista Espírita - Dr. Bezerra de Menezes.

 

Prudência na Atualidade

 

 

Aquietemo-nos! Relembram os Instrutores Espirituais.

 

A transição recomenda prudência.

 

A Pátria do Cruzeiro, com a responsabilidade de representar a fraternidade na Terra, está diante dos olhos do Mundo que aproveitando a ocasião dos jogos redescobre o Brasil.

 

Colocamo-nos, nesse momento, à disposição dos benfeitores, para pedir as bênçãos para nossa gente, para nossa terra, para nosso torrão Natal. E percebemos o cuidado dos Espíritos Nobres que representam os Pais da Pátria, para zelar pelo equilíbrio, pela prudência e pela ordem.

 

Os benfeitores nos recomendam prudência. Aquietarmos antes de acelerarmos; paciência, antes que a preocupação maior; oração, antes que o receio.

 

Os nossos Amigos Maiores pedem que nos habituemos nesses dias: amanhecer orando pela Pátria; durante o dia, mentalizar a paz na Pátria; ao adormecer, orar pelo equilibro da Pátria, porque o mundo espiritual nobre, certamente, cuidando de nós, cria as condições de defesa para que os acontecimentos ocorram com equilíbrio, para que a ordem não se deixe vencer pela desordem, para que a prudência nos conduza com equilíbrio à condução do processo das mudanças necessárias.

 

Os irmãos infelizes, acostumados à balburdia, à desordem no mundo espiritual inferior, querem aproveitar, também, no seu trabalho organizado, chamar atenção do mundo, para desmoralizar o grande Programa de Jesus para o Brasil.

 

Por isso, em nome deles, nós queremos pedir aos nossos companheiros o hábito da oração em favor da paz.

 

Teremos, certamente, preocupações graves que devem esperar de nós e receber das nossas orações o testemunho do equilíbrio, para que as forças do mal não encontrem espaço também em nós.

 

Os espíritas conhecedores desses acontecimentos, da ação dessas criaturas infelizes, nossos irmãos, devemos estar conscientes de que representamos elos da grande corrente da Bondade que protege o grande programa que o Cristo de Deus colocou nas mãos do povo Brasileiro.

 

Estejamos, pois, meus irmãos, atentos, não sejamos aqueles que multipliquem as más informações e notícias, mas asserenados, aquietados, nos liguemos aos benfeitores, nesse momento importante, para que possamos transmitir para o Mundo inteiro a nossa gente tão boa, a expectativa de um ambiente de paz e de um povo ordeiro e generoso, e sobretudo Cristão.

 

Orando juntos, estaremos ligando as forças vivas da bondade, que emana do coração do nosso mestre, o Cristo de Deus, estaremos oferecendo aos nossos dirigentes encarnados, aqueles homens e mulheres que têm a incumbência de zelar pelo equilíbrio e pela orientação política, econômica, social do Brasil, para que os acontecimentos, que possam ocorrer, não perturbem a generalidade da Nação, e para que o programa do Cristo se faça maior do que os transtornos, e para que, de um modo geral, todos nós contribuamos para a paz.

 

Mantenhamo-nos aquietados, confiantes, vigilantes e orando, entregando-nos às mãos santíssimas de Jesus de Nazaré.

 

O Anjo Ismael, aqui, na Federação Espírita Brasileira, organizou programa de trabalho intenso, com os espíritos que representam os dirigentes espirituais do Brasil, para estabelecer nos pontos estratégicos, em Brasília, nas demais cidades importantes do País, as defesas geradas, necessárias para a vigilância e para que a ordem não se perturbe.

 

Não tenhamos receios, confiemos atentos.

 

Os momentos políticos que vive o planeta não têm como não refletir no Brasil, e representando o foco do Mundo nesses dias é importante que estejamos aqui na nossa Casa, oferecendo o melhor ambiente vibratório de beleza espiritual, para que o Anjo Ismael possa cumprir, com o apoio dos Espíritos Nobres, o programa de Jesus.

 

Os momentos recomendam prudência, como dizíamos, e cuidado.

 

Oremos meus irmãos e mantenhamo-nos em paz.

 

Que Jesus abençoe a Pátria que amamos, que o Cristo de Deus ilumine as consciências das nossas autoridades, que os ambientes dos jogos sejam protegidos pelas forças da luz, e que a nossa certeza na condução dessas energias nobres faça de nós também instrumento da paz.

 

Que o Cristo de Deus nos abençoe, abençoe a Federação Espírita Brasileira, abençoe o nosso País, e nos inclua no grande programa dos trabalhadores do Bem.

 

 

Abraço-vos, fraternalmente,

José do Patrocínio.

 

(Degravação de psicofonia pelo médium João Pinto Rabelo, na reunião do Grupo de Assistência e Apoio aos Povos da África, na sede da FEB, no dia 10 de maio de 2014)

 

 

O Homem de bem

 

1-      Cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade na sua maior pureza;

 

2-     Realiza uma auto-observação e se questiona se fez ao outro o que gostaria que o outro lhe fizesse; 

 

3-     Deposita fé em Deus;

 

4-     Coloca os bens espirituais acima dos bens temporais; 

 

5-     Aceita as provas e expiações sem lamentações;

 

6-     Faz o bem pelo bem, retribui o mal com o bem; 

 

7-     Encontra satisfação nos bens que espalha;

 

8-     É benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque vê a todos como irmãos; 

 

9-     Em todas as circunstâncias toma por guia a caridade;

 

10-  Não alimenta o ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; perdoa e esquece as ofensas; 

 

11-   É indulgente para as fraquezas alheias;

 

12-  Nunca se compraz em evidenciar os defeitos alheios; 

 

13-  Estudas as próprias imperfeições e trabalha para combatê-las;

 

14-  Não procura se exaltar a dispensa de outrem; 

 

15-  Não se envaidece do que possui;

 

 

 

16-  Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos;

 

17-  Trata os subalternos com bondade e benevolência; 

 

18-  Quando subordinado, compreende os deveres da posição e se empenha em cumpri-los conscienciosamente;

 

19-  Respeita os direitos dos outros, como quer que respeitem os seus; 

 

20- Esforça-se por possuir as qualidades acima apontadas, mesmo que ainda não as possua.

 

 

Jason de Camargo, Educação de Sentimentos – O Caminho das Virtudes, pg. 245-246, 2ª Ed. Livraria e Editor Francisco Spenelli – FERGS – Brasil.  Este texto foi baseado no item 3 (O Homem de Bem), do capítulo XVII (Se Perfeitos) do livro Evangelho Segundo o Espiritismo (Allan Kardec)

 

Afetividade Conflitiva

Joanna de Ângelis - Psicografia de Divaldo Pereira Franco, no dia 17 de novembro de 2008, na cidade do Porto em Portugal.

A busca da afetividade constitui-se em uma necessidade de intercâmbio e de relacionamento entre as criaturas humanas ainda imaturas. Acreditam, aqueles que assim procedem, que somente através de outrem é possível experimentar a afeição, recebendo-a e doando-a. Como decorrência, as pessoas que se sentem solitárias, atormentam-se na incessante inquietação de que somente sentirão segurança e paz, quando encontrem outrem que se lhe constitua suporte afetivo. Nesse conceito, encontra-se um grande equívoco, qual seja esperar de outra pessoa a emoção que lhe constitua completude, significando autorrealização.

Um solitário, quando se apóia em outro indivíduo, que também tem necessidade afetiva, forma uma dupla de buscadores a sós, esperando aquilo que não sabem ou não desejam oferecer. É claro que esse relacionamento está fadado ao desastre, à separação, em face de se encontrarem ambos distantes um do outro emocionalmente, cada qual pensando em si mesmo, apesar da proximidade física.

Faz-se imprescindível desenvolver a capacidade de amar, porque o amor também é aprendido. Ele se encontra ínsito no ser como decorrência da afeição divina, no entanto, não poucas vezes adormecido ou não identificado, que deve ser trabalhado mediante experiências de fraternidade, de respeito e de amizade.

Partindo-se de pequenas conquistas emocionais e de júbilos de significado singelo, desenvolve-se mediante a arte de servir e de ajudar, criando liames que se estreitam e se ampliam no sentimento. Estreitam-se, pelo fato de se aprender união com outrem e ampliam-se mediante a capacidade de entendimento dos limites do outro, sem exigências descabidas nem largas ao instinto perturbador de posse, nas suas tentativas de submissão alheia...

Resultante de muitos conflitos que aturdem o equilíbrio emocional, esses indivíduos insatisfeitos, que se acostumaram às bengalas e às fugas psicológicas, pensam que através da afetividade que recebam lograrão o preenchimento do vazio existencial, como se fosse uma fórmula miraculosa para lhe solucionar as inquietações.

Os conflitos devem ser enfrentados nos seus respectivos campos de expressão e nunca mediante o mascaramento das suas exigências, transferindo-se de apresentação. Os fatores psicológicos geradores dessas embaraçosas situações são muito complexos e necessitam de terapêuticas cuidadosas, de modo que possam ser diluídos com equilíbrio, cedendo lugar a emoções harmônicas propiciadoras de bem-estar.

A afetividade desempenha importante labor, qual seja o desenvolver da faculdade de amar com lucidez, ampliando o entendimento em torno dos significados existenciais que se convertem em motivações para o crescimento intelecto-moral.

Quando se busca o amor, possivelmente não será encontrando em pessoas, lugares ou situações que pareçam propiciatórias. É indispensável descobri-lo em si mesmo, de modo a ampliá-lo no rumo das demais pessoas.

Qual uma chama débil que se agiganta estimulada por combustível próprio, o amor é vitalizado pelo sentimento de generosidade e nunca de egoísmo que espera sempre o benefício antes de proporcionar alegria a outrem.

A predominância do egoísmo tolda-lhe a visão saudável do sentimento de afetividade e impõe-lhe exigências descabidas que, invariavelmente, o tornam vítima das circunstâncias. Em tal condição, sentindo a impossibilidade de amar ou de ser amado, procura, aflito, despertar o sentimento de compaixão, apoiando-se na piedade injustificada.

Se experimentas solidão no teu dia-a-dia, faze uma análise cuidadosa da tua conduta em relação ao teu próximo, procurando entender o porquê da situação. Sê sincero contigo mesmo, realizando um exame de consciência a respeito da maneira como te comportas com os amigos, com aqueles que se te acercam e tentam convivência fraternal contigo.

Se és do tipo que espera perfeição nos outros, é natural que estejas sempre decepcionado, ao constatares as dificuldades alheias, olvidando porém que também és assim. Se esperas que os outros sejam generosos e fiéis no relacionamento para contigo, estuda as tuas reações e comportamentos diante deles.

A bênção da vida é o ensejo edificante de refazimento de experiências e de conquistas de patamares mais elevados, algumas vezes com sacrifício... Não te atormentes, portanto, se escasseiam nas paisagens dos teus sentimentos as compensações do afeto e da amizade.

Observa em derredor e verás outros corações em carência, à tua semelhança, que necessitam de oportunidade afetiva, de bondade fraternal. Exercita com eles o intercâmbio fraterno, sem exigências, não lhes transferindo as inseguranças e fragilidades que te sejam habituais.

É muito fácil desenvolver o sentimento de solidariedade, de companheirismo, bastando que ofereças com naturalidade aquilo que gostarias de receber. A princípio, apresenta-se um tanto embaraçoso ou desconcertante, mas o poder da bondade é tão grande, que logo se fazem superados os aparentes obstáculos e, à semelhança de débil planta que rompe o solo grosseiro atraída pela luz, desenvolve-se e torna-se produtiva conforme a sua espécie...

Observa com cuidado e verás a multidão aturdida, agressiva, estremunhada, que te parece antipática e infeliz. Em realidade, é constituída de pessoas como tu mesmo, fugindo para lugar nenhum, sem coragem para o autoenfrentamento.

Contribui, jovialmente, quanto e como possas, para atenuar algum infortúnio ou diminuir qualquer tipo de sofrimento que registres. Esse comportamento te facultará muito bem e, quanto menos esperes, estarás enriquecido pela afetividade que doas e pela alegria em fazê-lo.

Ninguém pode viver com alegria sem experienciar a afetividade. A afetividade é mensagem de amor de Deus, estimulando as vidas ao crescimento e à sublimação. A afetividade deve ser distendida a todos os seres, aos vegetais, animais, seres humanos, ampliando-a por toda a Natureza.

Quando se ama, instalam-se a beleza e a alegria de viver. A saúde integral, sem dúvida, é defluente da harmonia do sentimento pelo amor com as conquistas culturais que levam à realização pessoal, trabalhando pelo equilíbrio e funcionamento existencial.

 

 

Ordem e Progresso!

Enquanto dormíamos desatentos às leis do progresso pessoal, sem ordem, nos porões da infância espiritual. O tempo passava sem nos preocuparmos com ele. Do alto, contudo, sem estarem desatentos nossos coordenadores espirituais observavam-nos e preparavam uma nova era para a humanidade.

No momento propício caravanas de Espíritos da mais alta hierarquia espiritual voltavam a ocupar corpos para a nós trazerem as verdades que antes não tínhamos condições de compreender. Sendo que muitos de nós reagimos de forma vigorosa contra as verdades que traziam.

Hoje, apesar de ainda atender a pequena parcela da humanidade, apesar de em número expressivo, o Espiritismo norteia a muitos de nós. Há, entretanto, uma necessidade enorme de compreendermos que apesar de sermos ainda humanos, temos na atualidade a obrigação de severamente policiarmos nossos defeitos não mais tolerando de nossa parte, erros. A infância espiritual acabou, somos responsáveis pelos nossos atos.

Em nossa condição atual falhamos muito, é verdade. Mas com as bênçãos das instruções espíritas somos levados a considerar que todos os erros que cometemos devem ser imediatamente reparados. Não há mais tempo a perder!

Nos livros abaixo que pertencem a uma série importantíssima do Grupo Marcos, observamos o quão séria é na atualidade a nossa compenetração nas responsabilidades que somos portadores. Servindo-nos de alerta pois já perdemos vastíssimo tempo de nossas vidas com os erros e desatenções que fizeram vivermos tão difíceis situações em nossas presentes encarnações. Resgate indispensável e que está dentro da Lei de Ação e Reação.

Apesar de seus títulos nos levarem a pensar de que não é para boa parte de nós, os ensinamentos neles apresentados é de importância a todos nós médiuns e não médiuns.

Ordem e progresso! Muito antes de estar na bandeira brasileira, esta mensagem necessita estar em nossos corações, mentes e atos cotidianos. Se a Mediunidade Falasse I - Iniciação Se a Mediunidade Falasse II – Vampirização

Marcílio F. da Costa Pereira

 

Estudando a Mediunidade

Prezados Amigos, com prazer que inserimos na matéria deste canal de divulgação da Doutrina Espírita, este assunto.

Retirando do livro, Se a Mediunidade Falasse I, literalmente o seu segundo capítulo. Nele relembraremos que a mediunidade não é patrimônio de ninguém, como também de nenhuma religião. É uma potencialidade que todos temos, em maior ou menor proporção.
Aprofundando o assunto, trouxemos para análise considerações importantíssimas de Emmanuel e Manoel Philomeno do Miranda. Concluindo nossos estudos com a palestra esclarecedora, Mediunidade com Jesus, proferida por Haroldo Dutra Dias.

Para uma melhor compreensão do assunto pedimos que esta ordem da leitura, encerrando com a palestra, não seja pulada.

Boa leitura e estudos

 

Estudando a Mediunidade

 

Prezados Amigos, com prazer que inserimos na matéria deste canal de divulgação da Doutrina Espírita este assunto.

 

Iniciamos retirando do livro, Se a Mediunidade Falasse I, literalmente o seu segundo capítulo. Nele relembraremos que a mediunidade não é patrimônio de ninguém, como também de nenhuma religião. É uma potencialidade que todos temos, em maior ou menor proporção.

 

Aprofundando o assunto, trouxemos para análise considerações importantíssimas de Emmanuel e Manoel Philomeno do Miranda. Concluindo nossos estudos com a palestra esclarecedora, Mediunidade com Jesus, proferida por Haroldo Dutra Dias.

 

Para uma melhor compreensão do assunto pedimos que esta ordem da leitura, encerrando com a palestra, não seja alterada.

 

Boa leitura e estudos

Equipe da Revista Dr. Bezerra de Menezes.

 

Capítulo II

 

No Jardim

 

Sentados sob uma árvore.

 

­ Senhora, sei que posso questioná-la sobre muitas coisas desde que tenha a intenção sincera, método de avaliação e disciplina de aprender a escutar e observar. Por isso, lhe pergunto se o momento é adequado para conversarmos.

Se a Mediunidade Falasse I

A Mediunidade beliscase. Não estaria sonhando? Alguém que me entende?! Nas atuais circunstâncias, seria possível alguém me entender? Perguntase. Olha para Felipe e responde.

 

Sim, querido amigo. Conversemos que a hora é apropriada.

 

Eu queria saber a sua história. Quando ela começa? Indaga Felipe.

 

A Mediunidade respira fundo e vai buscar na memória aquelas histórias valiosas que a maioria das pessoas não tem interesse em conhecer. Estão muito ocupadas com coisa nenhuma...

 

Eu sou antiguíssima. Diz a Mediunidade. Antes de haver habitantes no mundo eu existia, porque existo em todos os planos da vida, sem mim, o universo seria solidão e a Obra de Deus desolação. Explica humilde e verdadeira.

 

Que bonito! Sabia que iria aprender muito. Continue por favor, pede Felipe.

 

Eu quem impulsionei o ser primitivo a ter fé em Deus e na vida espiritual. Na época, lembro bem, movia pedras, batia em árvores e permitia que os encarnados vissem os desencarnados. Tantas cenas interessantes... Nas materializações de espíritos, conseguia que mães voltassem para abraçar os filhos amados e que namorados se despedissem se olhando nos olhos! O ser, mesmo primitivo, já ama e ampliar o amor é minha função. Também cuidava das crianças, quando elas ficavam muito tristes pela morte de seus animais, eu fazia tudo para que eles pudessem vêlos e brincassem com eles, você precisava ver o quanto elas se alegravam!

 

Que interessante! E elas não tinham medo? Pergunta Felipe.

 

Medo?! De quê?! Elas sentiam que sou parte da obra de Deus e gostavam de mim tanto quanto das chuvas e dos rios. Que bons tempos! Diz feliz.

 

E você ajudou na melhoria da vida deles? Como? Felipe mal continha sua curiosidade saudável.

 

Sim, comigo tem progresso material e espiritual. Só não gosto de gente preguiçosa, que não quer aprender, e de gente ignorante que troca espiritualização por ambição.

 

Conte, por favor. Como você ajudou essas pessoas? Pede Felipe.

 

Ajudei na caça, na descoberta de áreas com alimentos para a colheita, por exemplo. Às vezes era inspiração, às vezes fazia barulho e permitia que o guia protetor da tribo se materializasse e apontasse para onde deveria ir o grupo. A senhora sempre aponta os bons caminhos. Pensa Felipe

 

Depois, foi ainda mais interessante. Quer saber mesmo? Pergunta a Mediunidade. Ela só revela seus segredos para quem realmente quer conhecê-los.

 

Sim, quero. Prometo sempre honrar a Senhora. Diz Felipe entusiasmado.

 

Tive uma tarefa árdua, mas que deu ótimos resultados. Tinha que possibilitar a descoberta de técnicas agrícolas e de criação de animais para que os homens pudessem viver em sociedades estabelecidas e deixassem de ser nômades. Era hora de eles ampliarem a capacidade de pensar e de sentir, de terem condições de questionarem mais sobre a natureza e de dialogarem, quando estamos sempre apreensivos com as coisas materiais o sentimento e a inteligência não se desenvolvem satisfatoriamente.

 

A descoberta da agricultura e da domesticação de animais está relacionada com a Senhora!? Pergunta Felipe empolgado.

 

Não apenas essas descobertas, mas vou falar delas. Os espíritos mais interessados nesse assunto eram desdobrados – claro, por mim, eram médiuns de desdobramento e no mundo espiritual eram ensinados a plantar, a domesticar animais e a escolher os melhores lugares para habitarem. Eles saiam do corpo e treinavam, treinavam e treinavam! Isso é importante que seja entendido: comigo o trabalho aumenta muito, mas os resultados são excelentes.

 

Que fascinante! E eles lhe agradeciam?

 

Sim, com certeza. Responde pensativa.

 

Há tempo a senhora Mediunidade não ouvia alguém lhe falar em agradecimento. Nestes tempos difíceis, o normal era ela ser desprezada, temida, proibida... Pensa.

 

E como eles lhe agradeciam? Pergunta novamente Felipe.

 

Fundaram templos. Na verdade, oráculos. Como explica o José Herculano, esse sim, me entendeu! Eu era tratada com respeito. Tinha gente preocupada em me ouvir, por meu intermédio eram transmitidos muitos conselhos importantes. Mas, sabe como é, fui ficando cada vez mais isolada... Todo apego sufoca e eu fiquei sufocada. Chegou uma época em que não aguentava mais. Precisava sair, ver o sol, conversar diretamente com o povo.

 

Mas a Senhora deixou de conversar com o povo?

 

Não, nunca! Mas tinha que ser por meio do oráculo ou às escondidas... E por isso muita gente ficou com medo de mim. Se eu não me comunicasse pelo oráculo, eu era combatida...

 

Entendo... E o que foi feito? Indaga Felipe.

 

Falei com Jesus, ainda desconhecido do mundo material, mas conhecido de todos nós.

 

A Senhora fala com Jesus?! Interrompe Felipe.

 

Claro, meu filho. Não é privilégio, é porque sem mim ninguém fala com Ele.

 

Entende? A prece é uma comunicação telepática, não é? Diz sorrindo.

 

E o que Ele fez? Felipe está impressionado.

Enviou pessoas maravilhosas para ensinar nas praças públicas, nos povoados distantes e nas capitais mais importantes. Ensinar algo essencial: eu quero ser amiga de todos! Depois, Ele mesmo veio pessoalmente ensinar o Amor e ensinar como eu posso auxiliar a alcançálo.

 

A Senhora é importante! Exclama com espanto Felipe.

 

Sou, mas também sou simples. Deus quer que eu conviva com todos.

 

Além de Jesus com quem mais a Senhora conviveu?

 

A lista é enorme, mas posso citar alguns que você deve conhecer. Sócrates, por exemplo, falou de mim no seu julgamento. De fato, ajudei, e muito, o filósofo de Atenas. Alerteio que deveria dedicarse a filosofia, ele queira ser político, mas não podia. Não naquela encarnação, graças a mim, ele foi avisado e nasceu a filosofia ocidental! Com minha ajuda, certa vez ele foi salvo de um acidente que seria fatal. Eu permitia que seu guia inspirasse a ele a aos seus discípulos, bem como, a outros encarnados. Não é fácil fazer filosofia, transmitir ideias complexas exige muito esforço de todos, de encarnados e de desencarnados, mas valeu a pena! -­ Com quem mais a senhora conviveu? Felipe mal pode se conter.

 

Lembrome do profeta Isaías, convivíamos tão bem! Auxilieio a moralizar o povo, condenar as injustiças, falar que Deus é único e descrever o plano espiritual. Também convivia muito feliz com o apóstolo Paulo. Aliás, modéstia à parte, não fosse eu, ao invés de ele ter sido um dos maiores cristãos de todos os tempos, teria sido assassino vulgar. Desculpa falar assim, mas é meu dever ensinar a verdade.

 

E ele foi grato à Senhora? Pergunta Felipe.

 

Sim, honroume pelo exemplo e pelo que ensinou. Paulo alertou aos cristãos que sem profetismo (mediunidade) não existiria verdadeiro cristianismo e escreveu orientações excelentes para que os cristãos me entendessem. Explica a Mediunidade.

 

Foi? Como? Felipe nunca imaginou que a mediunidade fosse tão interessante.

 

A Mediunidade sorri, retira do bolso um pergaminho, lê a carta que o apóstolo escreveu para os cristãos da cidade de Corinto.

 

Irmãos, não quero que vocês sejam ignorantes sobre os dons espirituais.

 

Existe diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.

 

Da mesma forma que existe diversidade de atividades no mundo, mas o Deus é o mesmo.

 

Há, também, diversidade de tarefas espirituais, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.

 

A manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.

 

Porque a um, a manifestação do espírito, dá a palavra da sabedoria; e a outro, a manifestação do espírito, dá palavra da ciência; e a outro, a mesma manifestação, dá fé; e a outro, os dons de curar; e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas

 

Felipe mal acredita. O apóstolo Paulo fala de mediunidade com o nome de dom.

 

Quais os tipos de manifestação da mediunidade você identifica? Pergunta a amiga.

 

Felipe pensa e diz.

 

O dom da palavra da sabedoria e da palavra da ciência é a inspiração a serviço da filosofia e da ciência; o dom de curar pode ser o passe, bem como, as cirurgias espirituais. O dom de operar maravilhas pode ser a materialização ou transporte de objetos para locais fechados. A profecia pode ser a revelação de acontecimentos futuros. O dom de discernir é também inspiração usada, por exemplo, no diálogo com os espíritos desencarnados nas reuniões mediúnicas de desobsessão. A variedade e a interpretação de línguas é quando o médium fala ou entende uma língua estrangeira que não conhece.

 

A Mediunidade sorri.

 

Felipe compreendeu a carta do Apóstolo.

Mensagem aos Médiuns - Emmanuel / Chico Xavier

 

Venho exortar a quantos se entregaram na Terra à missão da mediunidade, afirmando-lhes que, ainda em vossa época, esse posto é o da renúncia, da abnegação e dos sacrifícios espontâneos. Faz-se mister que todos os Espíritos, vindos ao planeta com a incumbência de operar nos labores mediúnicos, compreendam a extensão dos seus sagrados deveres para a obtenção do êxito no seu elevado e nobilitante trabalho.

Médiuns! A vossa tarefa deve ser encarada como um santo sacerdócio; a vossa responsabilidade é grande, pela fração de certeza que vos foi outorgada, e muito se pedirá aos que muito receberam. Faz-se, portanto, necessário que busqueis cumprir, com severidade e nobreza, as vossas obrigações, mantendo a vossa consciência serena, se não quiserdes tombar na luta, o que seria crestar com as vossas próprias mãos as flores da esperança numa felicidade superior, que ainda não conseguimos alcançar! Pesai as consequências dos vossos mínimos atos, porquanto é preciso renuncieis à própria personalidade, aos desejos e aspirações de ordem material, para que a vossa felicidade se concretize.

Felizes daqueles que, saturados de boa-vontade e de fé, laboram devotadamente para que se espalhe no mundo a Boa Nova da imortalidade. Compreendendo a necessidade da renúncia e da dedicação, não repararam nas pedras e nos acúleos do caminho, encontrando nos recantos do seu mundo interior os tesouros do auxílio divino. Acendem nos corações a luz da crença e das esperanças, e se, na maioria das vezes, seguem pela estrada incompreendidos e desprezados, o Senhor enche com a luz do seu amor os vácuos abertos pelo mundo em suas almas, vácuos feitos de solidão e desamparo.

Infelizmente, a Terra ainda é o orbe da sombra e da lágrima, e toda tentativa que se faz pela difusão da verdade, todo trabalho para que a luz se esparja fartamente encontram a resistência e a reação das trevas que vos cercam. Dai nascem as tentações que vos assediam, e partem as ciladas em que muitos sucumbem, à falta da oração e da vigilância apregoadas no Evangelho.


QUEM SÃO OS MÉDIUNS NA SUA GENERALIDADE
Os médiuns, em sua generalidade, não são missionários na acepção comum do termo; são almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram, sobremaneira, o curso das leis divinas, e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso. O seu pretérito, muitas vezes, se encontra enodoado de graves deslizes e de erros clamorosos. Quase sempre, são Espíritos que tombaram dos cumes sociais, pelos abusos do poder, da autoridade, da fortuna e da inteligência, e que regressam ao orbe terráqueo para se sacrificarem em favor do grande número de almas que desviaram das sendas luminosas da fé, da caridade e da virtude. São almas arrependidas que procuram arrebanhar todas as felicidades que perderam, reorganizando, com sacrifícios, tudo quanto esfacelaram nos seus instantes de criminosas arbitrariedades e de condenável insânia.


AS OPORTUNIDADES DO SOFRIMENTO
As existências dos médiuns, em geral, têm constituído romances dolorosos, vidas de amargurosas dificuldades, em razão da necessidade do sofrimento reparador; suas estradas, no mundo, estão repletas de provações, de continências e desventuras. Faz-se, porém, necessário que reconheçam o ascetismo e o padecer, como belas oportunidades que a magnanimidade da Providência lhes oferece, para que restabeleçam a saúde dos seus organismos espirituais, combalidos nos excessos de vidas mal orientadas, nas quais se embriagaram à saciedade com os vinhos sinistros do vicio e do despotismo.


Humilhados e incompreendidos, faz-se mister que reconheçam todos os benefícios emanantes das dores que purificam e regeneram, trabalhando para que representem, de fato, o exemplo da abnegação e do desinteresse, reconquistando a felicidade perdida.


NECESSIDADE DA EXEMPLIFICAÇÃO
Todos os médiuns, para realizarem dignamente a tarefa a que foram chamados a desempenhar no planeta, necessitam identificar-se com o ideal de Jesus, buscando para alicerce de suas vidas o ensinamento evangélico, em sua divina pureza; a eficácia de sua ação depende do seu desprendimento e da sua caridade, necessitando compreender, em toda a amplitude, a verdade contida na afirmação do Mestre: “Dai de graça o que de graça receberdes.”


Devendo evitar, na sociedade, os ambientes nocivos e viciosos, podem perfeitamente cumprir seus deveres em qualquer posição social a que forem conduzidos, sendo uma de suas precípuas obrigações melhorar o seu meio ambiente com o exemplo mais puro de verdadeira assimilação da doutrina de que são pregoeiros.


Não deverão encarar a mediunidade como um dom ou como um privilégio, sim como bendita possibilidade de reparar seus erros de antanho, submetendo-se, dessa forma, com humildade, aos alvitres e conselhos da Verdade, cujo ensinamento está, frequentemente, numa inteligência iluminada que se nos dirige, mas que se encontra igualmente numa provação que, humilhando, esclarece ao mesmo tempo o espírito, enchendo-lhe o íntimo com as claridades da experiência.


O PROBLEMA DAS MISTIFICAÇÕES
O problema das mistificações não deve impressionar os que se entregam às tarefas mediúnicas, os quais devem trazer o Evangelho de Jesus no coração. Estais muito longe ainda de solucionar as incógnitas da ciência espírita, e se aos médiuns, às vezes, torna-se preciso semelhante prova, muitas vezes os acontecimentos dessa natureza são também provocados por muitos daqueles que se socorrem das suas possibilidades.


Tende o coração sempre puro. É com a fé, com a pureza de intenções, com o sentimento evangélico, que se podem vencer as arremetidas dos que se comprazem nas trevas persistentes. É preciso esquecer os investigadores cheios do espírito de mercantilismo!... Permanecei na fé, na esperança e na caridade em Jesus - Cristo, jamais olvidando que só pela exemplificação podereis vencer.


APELO AOS MÉDIUNS
Médiuns, ponderai as vossas obrigações sagradas! preferi viver na maior das provações a cairdes na estrada larga das tentações que vos atacam, insistentemente, em vossos pontos vulneráveis.


Recordai-vos de que é preciso vencer, se não quiserdes soterrar a vossa alma na escuridão dos séculos de dor expiatória. Aquele que se apresenta no Espaço como vencedor de si mesmo é maior que qualquer dos generais terrenos, exímio na estratégia e tino militares. O homem que se vence faz o seu corpo espiritual apto a ingressar em outras esferas e, enquanto não colaborardes pela obtenção desse organismo etéreo, através da virtude e do dever cumprido, não saireis do círculo doloroso das reencarnações.



Matéria extraída do livro Emmanuel, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier pelo espírito Emmanuel, editora FEB.

 

Em torno da Mediunidade - Emmanuel / Chico Xavier

 

Em torno da Mediunidade

 

Ser médium não é simplesmente fazer-se veículo de fenômenos que transcendem a alheia compreensão.

 

Acima de tudo, é indispensável entendamos na faculdade mediúnica a possibilidade de servir, compreendendo-se que semelhante faculdade é característica de todas as criaturas.

 

Acontece, porém, que o homem espera habitualmente pelas entidades protetoras em horas de prova e sofrimento, para arremessar-se ao estudo e ao trabalho quase sempre com extremas dificuldades de aproveitamento das lições que o visitam, quando o nosso dever mais simples é o de seguir, em paz, ao encontro da Espiritualidade Superior, movimentando a nossa própria iniciativa, no terreno firme do bem.

 

A própria natureza é pródiga de ensinamentos nesse particular.

 

A terra é médium da flor que se materializa, tanto quanto a flor é medianeira do perfume que embalsama a atmosfera.

 

O Sol é o médium da luz que sustenta o homem, tanto quanto o homem é o instrumento do progresso planetário.

 

Todos os aprendizes da fé podem converter-se em médiuns da caridade através da qual opera o Espírito de Jesus, de mil modos diferentes, em cada setor de nossa marcha evolutiva.

 

Ampara aos teus semelhantes e encontrarás a melhor fórmula para o seguro desenvolvimento psíquico.

 

Na plantação da simpatia, por intermédio de uma simples palavra, estabelecemos, em torno de nós, renovadora corrente de auxílio.

 

Não aguardes o toque de inteligências estranhas à tua, para que te transformes no canal da alegria e da fraternidade, a benefício dos outros e de ti mesmo.

 

Podes traduzir a mensagem do Senhor, onde quer que te encontres, aprendendo, amando, construindo e servindo sempre, porque acima dos médiuns dessa ou daquela entidade espiritual, desse ou daquele fenômeno que muitas vezes espantam ou comovem, sem educar e sem edificar, permanecem a consciência e o coração devotados ao Supremo Bem, através dos quais o Senhor se manifesta, estendendo para nós todos a bênção da vida melhor.

 

Autor: Emmanuel

Psicografia de Chico Xavier

 

Advertência aos médiuns - Manoel Philomeno de Miranda

Allan Kardec afirmou com sabedoria que a mediunidade é “apenas uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos dúctil aos Espíritos em geral.”1

 

 

Por essa e outras razões, os médiuns não se podem vangloriar de haverem sido eleitos como missionários da Nova Era, deixando-se sucumbir aos tormentos da fascinação sutil ou extravagante.

 

A atividade mediúnica, por isso mesmo, constitui oportunidade abençoada para o aperfeiçoamento intelecto-moral do indivíduo, que se permitiu dislates em reencarnações anteriores, comprometendo-se em lamentáveis situações espirituais.

 

 

A mediunidade é, portanto, um ensejo especial para a autorrecuperação, devendo ser utilizada de maneira dignificante, em cujo ministério de amor e de caridade será encontrada a diretriz de segurança para o reequilíbrio.

 

Quando se trata de mediunidade ostensiva, com mais gravidade devem ser assumidos os deveres que lhe dizem respeito, porquanto maior se apresenta a área de serviço a ser desenvolvido.

 

Em qualquer tipo de realização nobilitante sempre se enfrentam desafios e lutas, em face do estágio evolutivo em que se encontram os seres humanos e o planeta terrestre. É natural que haja alguma indiferença pelo que é bom e elevado, quando não se apresentam hostilidades em trabalho impeditivo da sua divulgação.

 

Sendo a mediunidade um recurso que possibilita o intercâmbio entre o mundo físico e o espiritual, as mentes desprevenidas ou ainda arraigadas na perversidade tudo investem para impedir que o fenômeno ocorra de maneira saudável, proporcionando, assim, os meios para restabelecer-se a ordem moral e confirmar-se a imortalidade do ser, propondo-lhe equilíbrio e venturas no porvir.

 

Não são poucos os obstáculos a serem transpostos por todo aquele que se candidata ao relevante labor mediúnico. Os primeiros encontram-se no seu mundo íntimo, nos hábitos doentios a que se acostumou no pretérito, quando permaneceu distanciado dos deveres morais, criando problemas para o próximo, que resultaram em inquietações para si mesmo. A luta a ser travada, para a superação do desafio, ninguém vê, exceto aquele que está empenhado no combate em favor da autolibertação, impondo-se a necessidade de rigorosas disciplinas que possam proporcionar-lhe novas condutas saudáveis, capazes de facilitar-lhe a execução das tarefas espirituais sob a responsabilidade e comando dos Mensageiros do Senhor.

 

O estudo consciente da faculdade mediúnica e a vivência dos requisitos morais são, a seguir, outro grande desafio, por imporem condições de humildade no desempenho das tarefas, tomando sempre para si as informações e advertências que lhe chegam do Mais Além, ao invés de transferi-las para os outros.

 

O médium sincero, mais do que outro lidador laborioso em qualquer área de ação, encontra-se em constante perigo, necessitando aplicar a vigilância e a oração com frequência, de modo a manter-se em paz ante o cerco das Entidades ociosas e vingadoras da erraticidade inferior. Isto porque, comprazendo-se na prática do mal, a que se dedicam, as mesmas transformam-se em inimigos gratuitos de todos aqueles que lhes parecem ameaçar a situação em que se encontram.

 

Por isso mesmo, a prática mediúnica reveste-se de seriedade e de entrega pessoal, não dando espaço para o estrelismo, as competições doentias e as tirânicas atitudes de agressão a quem quer que seja...

 

Devendo ser passivo o médium, a fim de bem captar o pensamento que verte das Esferas superiores, o seu comportamento há de caracterizar-se pela jovialidade, pela compreensão das dificuldades alheias, pela compaixão em favor de tudo e de todos que encontre pelo caminho.

 

As rivalidades entre médiuns, que sempre existiram e continuam, defluem da inferioridade moral dos mesmos, porque a condição mais relevante a ser adquirida é a de servidor incansável, convidado ao trabalho na Seara por Aquele que é o Senhor .

 

Examinar com cuidado as comunicações de que se faz portador, evitando a divulgação insensata, de temas geradores de polêmica, a pretexto de revelações retumbantes, e defendê-los, constitui inadvertência e presunção, por considerar-se como o vaso escolhido para as informações de alto coturno, que o mundo espiritual libera somente quando isso se faz necessário. Jamais esquecer, quando incluído nessa categoria, que o caráter da universalidade do ensino, conforme estabelecer o mestre de Lyon, é fundamental para demonstrar a qualidade e a origem do ensinamento, se pertencente a um Espírito ou se, em chegando o momento da sua divulgação entre as criaturas humanas, procede da Espiritualidade superior.

 

Quando se sente inspirado a adotar comportamentos esdrúxulos, informações fantasiosas e de difícil confirmação, materializando o mundo espiritual como se fosse uma cópia do terrestre e não ao contrário, certamente está a desserviço do Bem e da divulgação do Espiritismo.

 

O verdadeiro médium espírita é discreto, como corresponde em relação a todo cidadão digno, evitando, quanto possível, o empenho em impor as revelações de que se diz instrumento.

 

De igual maneira, quando o médium passa a defender-se, a criticar os outros, a autopromover-se demais, encontra-se enfermo espiritualmente, a caminho de lamentável transtorno obsessivo ou emocional.

 

A sua sensibilidade é considerada não apenas pelo fato de receber os Espíritos superiores, mas pela facilidade de comunicar-se com todos os Espíritos, conforme acentua o insigne Codificador.

 

Assim deve considerar, porque a mediunidade é, em si mesma, neutra, podendo ser encontrada em todos os tipos humanos, razão pela qual não se trata de uma faculdade espírita, porém, humana, que sempre existiu em todas as épocas da sociedade, desde os tempos mais remotos até os atuais.

 

No trabalho silencioso e discreto do atendimento aos sofredores, seja no seu cotidiano em relação aos companheiros da romagem carnal, seja nas abençoadas reuniões de atendimento aos desencarnados em agonia, assim como àqueles que se rebelaram contra as Leis da Vida, encontrará o medianeiro sincero inspiração e apoio para a desincumbência da tarefa que abraça.

 

Dedicando-se ao labor da caridade sem jaça, granjeia o afeto dos Espíritos elevados, que passam a protegê-lo sem alarde e a inspirá-lo nos momentos de dificuldades e de sofrimentos, consolando-o nos testemunhos e na solidão que, não raro, dominam-lhe as paisagens íntimas.Consciente da responsabilidade que lhe diz respeito, não se preocupa com as louvaminhas e os aplausos da leviandade, em agradar os poderosos e os insensatos que o buscam, por compreender que está a serviço da Verdade, que, infelizmente, ainda, como no passado, não existe lugar para a sua instalação. Dessa forma, mantém-se fiel à sua implantação interna, vivendo-a de maneira jovial e enriquecedora, dando mostras de que o Reino de Deusinstala-se a princípio no coração, de onde se expande para o mundo transcendente.

 

Tem cuidado na maneira pela qual exterioriza as informações recebidas, dando-lhes sempre o tom de naturalidade e de equilíbrio, evitando o deslumbramento que a ignorância em torno da sua faculdade sempre reveste com brilho falso os seus portadores.

 

Jamais se deve permitir a presunção, acreditando-se irretocável, herdeiro da memória e dos valores dos missionários do passado próximo ou remoto, tendo em Jesus Cristo, e não em pessoa alguma, o seu guia e modelo.

 

Despersonalizar-se para que nele se reflita a figura incomparável do Mestre de Nazaré, eis uma das metas a conquistar, recordando-se de João Batista, que informou sobre a necessidade de diminuir-se para que Ele crescesse, considerando-se indigno de atar as amarras das Suas sandálias...

 

A mediunidade é instrumento que se pode transformar em vínculo de luz entre a Terra e o Céu, ou furna de perturbação e sofrimento onde se homiziam os invigilantes e desalmados, em conflitos e pugnas contínuas.

 

A faculdade, em si mesma, é portadora de grande potencialidade para proporcionar a felicidade, quando o indivíduo que a aplica no Bem procura servir com bondade e alegria, evitando a disputa das glórias mentirosas do mundo físico, assim como os desvios de conduta responsáveis pelas quedas morais da sua aplicação indevida.

 

As trombetas do mundo espiritual ressoam hoje, como em todos os tempos, nas consciências alertas, convocando os corações afetuosos para o grande empreendimento de iluminação de vidas e de sublimação de sentimentos, atenuando as dores expressivas deste momento de transição demundo de provas e expiações para mundo de regeneração.

 

Aos médiuns dignos e sinceros cabe a grande tarefa de preparar o advento da Era Nova, conforme o fizeram aqueles que se tornaram instrumento das mensagens libertadoras que foram catalogadas por Allan Kardec, nos seus dias, elaborando a Codificação Espírita, e que se mantêm atuais ainda hoje, prosseguindo certamente pelos dias do futuro.

 

Que os médiuns, pois, se desincumbam do compromisso e não da missão, como alguns levianamente a interpretam, gerando simpatia e solidariedade, unindo as pessoas numa grande família, que a constituem, e sustentando-lhes a sede e a fome de luz e de paz, de esperança e de amor, como somente sabem fazer os Guias da Humanidade a serviço de Jesus.

 

Manoel Philomeno de Miranda - Página psicografada por Divaldo Pereira Franco, na tarde de 16 de abril de 2009, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia.

 

Mediunidade com Jesus
Mediunidade com Jesus - Haroldo Dutra Dias


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